quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu quero ser...

Eu demorei para escrever este texto... O Carnaval acabou. Carnaval triste aqui em São Paulo. Sob chuva e alguns dias até friozinhos. Atrapalhando mesmo os paulistanos. E nem adianta dizer que o paulistano sai pras ruas mesmo com chuvas. Desculpem, tinham menos pessoas nas ruas. Entretanto, eu vi mais gente fantasiada. Ando pensando muito sobre a fantasia nas nossas vidas, da fantasia dos contos de fadas às histórias de horror. Da fantasia como fuga da realidade. É incrível quantos filmes e seriados tem retratado o absurdo, o impossível. Walter Benjamin dizia no seu célebre texto "A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica" já dizia, grosso modo,  que o cinema não estava sendo empregado dentro de suas potencialidades, que ele seria justamente para realizar o irreal, isto é, da fantasia ao absurdo. O texto foi iniciado em 1936 e publicado em 1955. Ele já pensava nessa possibilidade do homem sonhar com o que vemos hoje, um mundo de efeitos especiais que nos levam para lugares irreais, nos fazem mudar de plano, ou melhor, sair do plano.

Para ler o texto inteiro:

Eu sempre adorei me fantasiar. Quando pequena minha mãe destruiu o vestido de noiva para confeccionar fantasias para mim. Na verdade, pegou uma fantasia do meu pai, com a qual ele havia desfilado na VAI VAI, e o vestido dela e transformou em uma roupinha de baianinha para minha irmã e em uma de bailarina para mim. Nossa! Pena que não tenho nenhuma foto. Ela foi muito desapegada e muito amorosa. Cada coisa que mãe faz. Também fui garçonete, a havaiana que é uma fantasia bem tradicional, anjo, diaba, sereia, e no último Carnaval fui Walking Dread. Não, não escrevi errado. Eu, meus irmãos e meu mino, fomos de Walking Dreads. A ideia era morder outras pessoas, ms não funcionou. A fantasia sujava todo o rosto de branco.

Bom. este é um texto curto. Peço desculpas a quem acompanha o blog porque além do trabalho, agora tenho uma barriga para cuidar e há dias nos quais eu não consigo sequer ler, de tanto sono.

O Carnaval que eu tanto gosto, mas que tive que curtir com moderação é isso, uma brecha nas nossas vidas para sermos quem quisermos, para fazermos as coisas mais absurdas, para extravasar aquela vontade que deu de brigar com o motorista do carro ao lado, de xingar a atendente esnobe de alguma loja. Enfim, é uma liberação, não diga da carne porque no Brasil muito se fala e pouco se faz, inclusive falando de sexo. Mas, da liberação dos desejos bobos de sermos personagens de um mundo melhor e inverossímil  sem grosserias, preocupações...

Tirei as fotos no "Vai quem quer" da Vila Madalena e no "Agora Vai" da Barra Funda.
Aqui seguem os melhores fantasiados, na minha opinião e alcance de visão. Olha, eu exclui as Fridas, não sei o que deu no povo que só juntam as sobrancelhas e acham que viraram a diva da pintura mexicana...

De qualquer forma, seja quem você quiser:

Todo homem, no fundo da alma, tem vontade de saber como é ser uma mulher... Gostosa, claro.
Olha que fino este marinheiro!
Super Mário!!
Pervas!
As meninas negras são mais comportadas!
Bobo da corte havaiano?
Adivinhe! 1, 2, 3 Mad Max.
Pocahontas, impossível não lembrar do trocadilho Pouca Roupas.
Elis Sibere Trindade foi de bonita mesmo.
Nanaira.
oeste está colorido, mas não decifrei e nem ele sabia me dizer direito.
Acordei agora e vim assim, linda!
Dançarinas de cabarés franceses. A de verde estava mucho sexy!
Pra quem gosta de ovo frito.
"Mamãe eu quero mamar". As crianças estavam chocadas com este homem vestindo fraldas. Muito bom!
Superman Latino!
Farid, Haji, Abdu, enfim, o dono do petróleo. Sheik até o chão!
Estes estavam um arraso e são uma turma mesmo: Kiko...
... Chiquinha ...
Chapolin Colorado!!
Amy, querida, bebendo todas!
Não, não é uma chupeta, é um preservativo. Isso sim é criatividade.
Mulheres ricas!
Juno! A mais criativa!
A Daniela Vidal foi de linda, de ninfa.
Ai, gata... Modos!
Melindrosa, estava muy elegante!
Bat-minho! Lindinho!
Empreguetes!
Walking Dread...